Laranjeiras Do Sul, 08 de Outubro de 2025.
Se olhar com atenção, é fácil notar as semelhanças:
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Ambos vieram de fora e não tinham prestígio algum nas suas cidades de origem.
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Ambos só encontraram sossego dentro da política — fora dela, o caos.
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Ambos já responderam a uma coleção respeitável de processos criminais.
Há quem diga que César Minotto é uma cópia mal feita de Berto Silva — tipo “Berto Silva versão genérica”, edição de camelô.
Vejamos: Berto chegou à “Terrinha” lá pelos idos de 1998, apresentando programas de rádio — primeiro na Educadora, depois na Campo Aberto — com aquele estilo de radialista “polêmico”, imitando o Ratinho Livre do SBT. O método era simples: atacar políticos, empresários e cooperativas, fazer a plateia espumar de raiva, e logo depois contar uma história triste da sua “infância humilde”.
No clímax, entrevistava alguém pobre, fazia uma verdadeira tortura emocional até a pessoa chorar — e quando as lágrimas vinham, entregava uma cesta básica que durava dois dias. Em seguida, vinha o discurso moralista:
“Eu não sou político, só um bom cristão!”
Claro, até decidir ser político. Candidatou-se em 2000, perdeu para Claudir Justi, mas em 2004 foi eleito, derrotando Danilo Giacobo. A partir daí, a vida de Berto deu um salto digno de novela: o homem que chegou com “uma mala nas costas” passou a viver como um milionário, estilo que mantém até hoje.
Já César Minotto, menos talentoso (e com bem menos carisma), chegou a Laranjeiras trabalhando como segurança do INSS. Tentou ser vereador — fracassou. Montou um blog que parecia um arremedo mal feito dos programas do Berto e, desde então, nunca mais teve um emprego de verdade. Envolveu-se em polêmicas, politicagem e já coleciona mais passagens pela cadeia do que carimbos em passaporte.
Apesar de ter denunciado as “irregularidades” de Berto em diversas ocasiões, sempre acabou no colo do ex-prefeito, sendo favorecido de várias formas durante os mandatos do “chefe”.
Hoje, Minotto é o porta-voz oficial de Berto Silva, sempre bajulando o homem e chamando-o de “monstro político”. Por outro lado, toda semana inventa uma nova fofoca contra o atual governo — parece que vive de criar crise para se manter relevante.
No fim das contas, Berto e Minotto são como gêmeos siameses da política: brigam, se xingam, depois se abraçam e seguem juntos, porque, no fundo… eles se amam. ❤️


