CIUDAD DEL ESTE, PARAGUAI - O mundo pode estar buscando uma nova vacina, mas o foco de um jovem médico brasileiro residente no Paraguai é bem mais específico: acabar com o vício em crack de seu pai. A motivação, que já era dramática, ganhou agora um toque de humor de desespero: ele simplesmente cansou de ser chamado de "filho do Noia" e, pior, "filho do NOIA da Latinha".
Por uma questão de respeito, mantemos a identidade do médico em sigilo. O que ele não consegue manter em segredo é a sua indignação. A família inteira se mudou do Centro-Oeste Paranaense para tentar recomeçar, mas a reputação do pai – o "Chapadão" oficial da cidadezinha – persegue o profissional até em seu novo lar acadêmico.
"Minha vida virou uma comédia de erros, só que eu sou o único que não acha graça", desabafou o jovem doutor. "Sair do Paraná para vir estudar medicina no Paraguai era para ser um upgrade social. Em vez disso, recebo mensagens do Brasil perguntando se o 'NOIA da Latinha' já abriu a boca para contar mais uma mentira nova. Não aguento mais essa cruz!"
O pai, que infelizmente ainda luta contra a dependência, continua a entrar em contato com o filho em Ciudad del Este, pedindo dinheiro para sustentar o vício. É o tipo de situação que faria qualquer um desistir, mas o médico transformou a frustração em foco científico.
"O dia que eu desenvolver um fármaco que desintegre a fissura por crack, ele vai se chamar 'Adeus, Latinha'. É a minha contribuição para a humanidade e, principalmente, para o fim dos meus apelidos vexatórios," promete o residente, que passa as madrugadas mergulhado em artigos sobre neuroquímica.
Se a necessidade é a mãe da invenção, no caso, o cansaço extremo de ser associado a apelidos constrangedores parece ser o pai da cura. A comunidade científica pode estar prestes a ganhar um avanço significativo, tudo porque um jovem médico se recusou a aceitar o título de "Filho do NOIA da Latinha" como seu sobrenome.
Fonte: História Fictícia Qualquer Semelhança Com Realidade Não Passa Coincidência.


